Projeto Raízes da Gente
Projeto Raízes da Gente - Cantagalo: 200 anos fazendo história e cultivando valoreCantagalo traz em seu nome a história de sua fundação. Vilarejo que cresceu sinuoso com as lavras de ouro em um riacho, cercado de lendas e disputas. Vila que assentou e expandiu entre os limites da mata selvagem e a riqueza do café. Cidade lapidada por seus 200 anos de história. Em nossa cidade há muitos ingredientes diferentes que conferem à sua gente e à sua história matizes de cores, sabores, sons, letras e ciência. A riqueza dos barões, que edificou o precioso patrimônio das fazendas de café, através da lida do povo negro, trazido para nossa região como escravos. As várias levas de imigração, que trouxeram os suíços, os libaneses, os italianos... acrescentando inúmeros traços à cultura local e à feição do nosso povo. Personalidades da Literatura e das Ciências, como Euclides da Cunha, Rodolpho Albino e Chapot Prevost, nasceram em nosso solo e, como nós, são raízes na mesma história. Assim como eles, cada pessoa que nasceu ou escolheu Cantagalo como sua terra, finca raízes, constrói a história e frutifica vivência e saberes.
sábado, 25 de abril de 2009
A Exposião vai à Praça
EXPOSIÇÃO CONHECENDO O PASSADO PARA ECSREVER O PRESENTE
Oficina de conto
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Projeto "100 Anos em Euclides da Cunha"
Homenagens
Elegia ao Vingador do Impossível
- Equipe de Direção e Coordenação do Colégio Euclides da Cunha, com Bebeto Consídera (Seretário de Turismo de Cantagalo), a escritora Flávia Melo, seu marido Joaquim Daflon e sua irmã Fernanda Bianquini, Anabelle Loivos (Coordenadora do Projeto "100 Anos em Euclides da Cunha") e Alessandro Concencio (Diretor de Cultura do Município de Cordeiro).
Café com Euclides
sexta-feira, 10 de abril de 2009
MEMÓRIAS
Projeto: Memórias
Profª Roberta
Desde o dia 10 de fevereiro do corrente ano foi-se desenvolvendo junto a turma do 4º ano do Ensino Fundamental I, na disciplina de Língua Portuguesa, uma série de atividades que buscavam ressaltar a importância da memória para a vida de todos nós.
O início desse pequeno projeto passou por fragmentos da vida do escritor Euclides da Cunha, seguiu com os textos “Guardar” de Antônio Cícero e “O baú secreto da vovó”, conto de Heloisa Prieto. A partir desses textos, os alunos foram convidados a trazer para a sala de aula objetos que fizessem parte de suas lembranças e que, consequentemente, eram importantes na vida deles.
O sucesso da atividade foi tamanho que, a partir dessa experiência, ficou decidido que deveríamos estender esse tema. Assim, pensamos e resolvemos fazer uma entrevista com alguém que já tivesse algumas experiências a mais para nos ensinar!
Convidamos a avó da aluna Olívia, a senhora Ayr Cozendey Higino, conhecida popularmente como “Isota” que nos atendeu prontamente. O roteiro da entrevista foi elaborado pela turma e, no dia marcado, os próprios alunos a entrevistaram. Foi muito emocionante !!! Inesquecível! Certamente não somos mais os mesmos desde esse dia tão caloroso.
O projeto desenvolvido tem como objetivos observar, descrever e comparar o modo de vida em diferentes tempos, perceber a importância de diferentes objetos do cotidiano na reconstrução da história, além de valorizar o idoso, considerando suas lembranças como fontes de documentação para estudo da memória popular.
Entrevista
1- Do seu tempo de criança até os dias de hoje muita coisa mudou. Fale sobre algumas dessas mudanças.
Não havia luz elétrica, andávamos a pé para ir à escola e eu trabalhava na lavoura para ajudar em casa.
2- De quê a senhora brincava? Qual a sua brincadeira preferida?
Eu brincava muito de boneca e roda, mas o que eu realmente gostava era de brincar de boneca.
3- Como foi sua vida escolar?
Só pude ir à escola com dez anos, pois precisava ajudar em casa. As aulas aconteciam até aos sábados. As turmas e as filas eram separadas de acordo com o sexo (meninos para um lado e meninas para outro).Todos os dias cantávamos o hino nacional e também a tabuada.
4- Como se relacionava com seus professores?
Na minha época, havia apenas uma professora (Irene Bard), eu a respeitava e gostava muito dela.
5- O que a senhora mais gostava de fazer na escola? Tinha medo de alguma coisa?
Eu gostava de tudo na escola e o que me dava medo era a palmatória.
6- De quê a senhora sente mais saudade?
Sinto saudades da época em que meus filhos eram pequenos.
7-Como a senhora se vestia na sua infância?
Eu tinha poucas roupas e elas eram separadas de acordo com a ocasião. Roupas novas eram usadas somente para sair.
8- Qual era a sua comida preferida?
Sempre gostei muito de verduras.
9- Como era o seu uniforme escolar?
Eu usava uma saia azul marinho toda pregueada com uma blusa branca de botão. Havia no bolso da blusa o emblema da escola.
10- Alguma vez a sua professora usou a palmatória na senhora?
Quase. Foi num dia em que, sem querer, eu quebrei o despertador da sala.
11- A senhora usou roupa curta quando era jovem?
Usei saia no joelho, mas nunca usei calça comprida.
12- Como era a casa da senhora no seu tempo de criança?
Não era uma casa boa. Era de chão, feita com barro e ripas. Ainda assim, eu gostava dela.
13- A senhora tinha algum animal de estimação? Qual seria o nome dele?
Eu tinha um cachorro muito esperto. Ele servia até de carteiro! Eu colocava preso em sua coleira alguns bilhetinhos para que ele levasse até a casa da minha irmã, pois ele sabia o caminho. Seu nome era Dorli.
14- Qual era a sua música favorita? E o (a) cantor (a)?
A minha música favorita era Aurora e o cantor é ainda o Fábio Junior.
15- Como eram os carros em sua época de criança?
Não havia carros aqui. Eram usados apenas carros de boi.
Culminância do projeto
As crianças foram desafiadas a construir uma redação sobre a temática abordada.
Vimos, na última aula, a conclusão do projeto sobre a importância da memória em nossas vidas. Aprendemos muito com a presença da “vovó” Isota. Agora, escreva sobre esse dia tão legal.
EXPOSIÇÃO CONHECENDO O PASSADO PARA ESCREVER O PRESENTE

Entrelaçando nossa História
Com esta atividade pretendemos resgatar a memória afetiva do Ginásio Euclides da Cunha, promovendo a aproximação entre ex-alunos do Ginásio Euclides da Cunha e alunos do Ensino Fundamental II e Ensino Médio do Colégio Euclides da Cunha.
A exposição conta com:
. Textos produzidos pelos alunos, a partir de entrevistas e pesquisa bibliográfica.
. Fotografias dos encontros com ex-alunos do Ginásio Euclides da Cunha.
. Homenagem ao Professor Manoel Vieira Batista, fundador do Colégio Euclides da Cunha.
Cantagalo, um canto que encanta
Motivados pela comemoração dos 195 anos de emancipação político administrativa de Cantagalo, os alunos do Ensino Fundamental II e Ensino Médio foram estimulados a explorar o seu próprio olhar e sentir a nossa cidade, o nosso município.
A presente conta com:
. Fotografias e textos produzidos pelos alunos.
Além de pólo econômico, por décadas no século XIX, Cantagalo foi berço de importantes personalidades do mundo acadêmico e científico no Brasil e no mundo. Dentre estas, destacam-se Euclides da Cunha, Chapot Prevost e Rodolfo Albino.
A partir de pesquisa bibliográfica, os alunos desvendaram a vida e a obra destes ilustres “filhos de Cantagalo”.
Mulheres Cantagalenses
Esta atividade foi realizada pelos alunos do 4º e 5º ano do Ensino Fundamental em comemoração aos 195 anos de emancipação político administrativa de Cantagalo e ao dia Internacional da mulher. Buscamos envolvê-los no registro de histórias de vida de mulheres que nasceram em Cantagalo, escreveram e continuam escrevendo a história do nosso município. Mulheres valentes, famosas ou anônimas.
A exposição conta com:
. Registro das histórias orais das mulheres entrevistadas.
Cantagalo em verso e cor
Embarcamos numa aventura de descobertas pelas imagens de Cantagalo. Nessa viagem o historiador Henrique Bon nos apresentou algumas curiosidades sobre o nosso Município e aguçou o nosso olhar para o Cantagalo antigo e atual.
Assim os alunos do Ensino Fundamental I, juntamente com suas famílias, foram convidados a fotografarem imagens de Cantagalo. Nas turmas trabalhamos com a linguagem dos postais e cada criança produziu o seu postal a partir da imagem que escolheu, dando o seu “toque” pessoal. Em seguida construíram versos que expressam sentimentos pela nossa terra.
A presente exposição conta com:
·Cartões-postais e poemas produzidos pelos alunos.
CAFÉ COM EUCLIDES
terça-feira, 17 de março de 2009
JOGO DA MEMÓRIA - VIDA DE EUCLIDES DA CUNHA
Como Jogar:
Dividir a turma em grupos pequenos.
Cada aluno levanta duas cartas com a finalidade de encontrar o par.
O aluno deve procurar os pares de cartas através dos desenhos. Quando encontrar lê as informações para os outros colegas do grupo.
Após o jogo, ainda em grupo, os alunos fizeram algumas atividades relacionadas à Matemática, como por exemplo:
· Escrever por extenso o ano que Euclides da Cunha nasceu, morreu, casou, etc.
· Colocar em ordem crescente e decrescente alguns anos.
· Calcular quantos anos viveu Euclides da Cunha, quantos anos ele tinha quando nasceram seus filhos, etc
quarta-feira, 11 de março de 2009
EM TEMPO...


segunda-feira, 9 de março de 2009
CONVERSANDO SOBRE... CANTAGALO
Em uma conversa descontraida, o professor Gilberto Cunha respondeu diversas perguntas propostas por alunos e professores, ajudando-nos a esclarecer dúvidas e redescobrir fatos e personalidades de Cantagalo. Parte destas informações ainda serão sistematizadas por nossos alunos a fim de serem divulgadas para toda comunidade escolar.
Com as fotos cedidas pelo professor, foi montada uma pequena exposição a fim de que os alunos conhecessem um pouco do "Cantagalo antigo". Para que fosse possível uma comparação entre diferentes épocas, os alunos puderam, também, observar fotos atuais, tiradas de ângulos semelhantes ao das fotos antigas.
Para todos nós foi uma experiência enriquecedora e um momento de significativa troca de experiências, conhecimentos e informações. Resta-nos agradecer, mais uma vez, ao professor Gilberto Cunha por sua disponibilidade e atenção com o nosso Colégio.
domingo, 8 de março de 2009
PARABÉNS CANTAGALO
- "Bate-papo" sobre Cantagalo, com as visitas do professor Gilberto Cunha (Ensino Fundamenltal II e Médio) e do pesquisador Henrique Bon (Ensino Fundamental II);
segunda-feira, 2 de março de 2009
REDESCOBRINDO A TERRA





Desenvolvimento: Fabiana Corrêa
Disciplina: Biologia
Série de aplicação: 9º ano do Ensino Fundamental
“100 anos sem Euclides da Cunha” - Redescobrindo a Terra
Leia atentamente os trechos abaixo, transcritos do livro “Os sertões”, de Euclides da Cunha.
Trecho I
“(...) É uma paragem impressionadora.
(...)
As forças que trabalham a terra atacam-se na contextura íntima e na superfície, sem intervalos na ação demolidora, substituindo-se com intercadência interminável, nas duas estações únicas da região.
Dissociam-se nos verões queimosos; degradam-na nos invernos torrenciais. (...)”
Trecho II
“(...) Varada a estreita faixa de cerrados, que perlogam aquele último rio, está-se em pleno agreste, no dizer expressivo dos matutos: arbúsculos quase sem pega sobre a terra escassa, enredados de esgalhos de onde se inropem, solitários, ceréus rígidos e silentes, dando ao conjunto a aparência de uma margem de desertos. (...)”
arbúsculos: arbustos minúsculos enredados: entrelaçados
esgalhos: galhos tortuosos ceréus: tipo de cáctus
silenes: silenciosos
Trecho III
“(...) Ao passo que a caatinga o afoga; abrevia-lhe o olhar, agride-o, estonteia-o, enlaça-o na trama espinescente e não o atrai, repulsa-o com as folhas urticantes, com os espinhos, com os gravetos estalados em lanças; e desdobra-se-lhe na frente léguas e léguas, imutável no aspecto desolado: árvores sem folhas, de galhos estorcidos e secos, revoltos, entrecruzados, apontando rijamente no espaço, ou estirando flexuosos pelo solo, lembrando um bracejar imenso, de tortura, da flora agonizante....”
espinescente: cheio de espinhos
urticante: que produz ardor, irritação na pele
ATIVIDADES
1- Em uma primeira leitura, o texto denso e ricamente elaborado produzido por Euclides da Cunha pode afastar os leitores menos atentos e não afeitos a um desafio. No entanto, mergulhar em suas construções literárias equivale a uma transposição ao ambiente por ele descrito. Como você é um bom leitor, este é o seu desafio: traduzir em novas palavras e imagens os trechos transcritos acima.
Algumas das ilustrações produzidas pelos alunos encontram-se acima.
2- De acordo com a leitura realizada, e a atividade que acabou de fazer, responda as questões abaixo:
a) Você consegue “visualizar” o ambiente físico descrito por Euclides da Cunha? Por quê?
b) A qual região geográfica o texto se refere?
c) Enumere 5 elementos do texto que permitem confirmar a resposta da questão anterior.
d) As condições atuais deste ambiente são as mesmas que as descritas por Euclides da Cunha? Justifique.
Observações:
- Os alunos fizeram uma leitura preliminar do texto, apresentando dificuldade na sua compreensão. Desta forma, foi feita uma leitura coletiva onde as particularidades da linguagem e das expressões foram exploradas de forma a conduzir o aluno a um entendimento melhor do texto e da proposta de trabalho.
- Neste momento os alunos foram estimulados, também, a verbalizar suas primeiras impressões sobre o texto. Uma aluna considerou que a linguagem usada por Euclides da Cunha era ”poética e metafórica para apresentar a terra” (como no trecho “ao passo que a caatinga o afoga...”).
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
EUCLIDES FOLIA
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
EUCLIDES DA CUNHA PARA PENSAR A AMAZÔNIA
Desenvolvimento: Ludmar Longo
Disciplina: Língua Portuguesa
Série de aplicação: 2º EM
Texto trabalhado:
Amazônia: interesses e conflitos (de Isabel Cristina Martins Guillen, doutora em História pela UNICAMP e pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco – Recife/PE)
Após o trabalho com o texto, os alunos desenvolveram o seguinte tema: “Expatriados dentro da Pátria”.
Síntese da produção dos alunos:
“Euclides considera o migrante nordestino um “expatriado dentro da pátria”. Apesar dos nordestinos estarem em seu país, as autoridades não o queriam ali no Nordeste, eles foram embarcados em navios para os seringais do Norte. “Os banidos levaram a missão dolorosíssima e única de desapareceram. E não desaparaceram.”
CONHECENDO O PASSADO PARA ESCREVER O PRESENTE
Entre galhos, folhas secas e seguindo coloridas pegadas, os alunos do Ensino Fundamental I embarcaram em uma viagem de descobertas sobre a vida do Escritor Euclides da Cunha.
Assim iniciamos o projeto “Conhecendo o passado para escrever o presente” que escolhemos como eixo condutor de nosso trabalho, neste ano de 2009, ano em que Euclides da Cunha completa cem anos de sua morte.
Entrelaçando o passado de Euclides, da nossa Cantagalo e do nosso Colégio provocamos os alunos, nessa deliciosa aventura, a continuarem escrevendo a história, deixando suas marcas, suas pegadas.
".... um povo que não preserva a sua identidade e nem guarda a memória de seus mortos não sabe de onde veio e nem sabe para onde vai..."
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
ATIVIDADE - JOGO DA MEMÓRIA
Desenvolvimento: Ângela Campanati
Disciplina: Matemática
Série de aplicação: 1ª série do Ensino Médio
Objetivo(s):
Metodologia:
I- Fase preparatória
Os cartões do jogo foram elaborados da seguinte forma:
- Reproduzir a cronologia de Euclides da Cunha com um tamanho de letra boa para visualização para utilização nas fichas.
- Para confeccionar as fichas: separar as datas dos fatos correlacionados em formato de tiras que devem ser coladas em papel colorsert, usando duas cores diferentes (uma para datas e outras para fatos).
- Reproduzir a cronologia de Euclides da Cunha para ser exposta na sala.
II- Fase de aplicação
Estimular os alunos a “conhecer” a cronologia de Euclides da Cunha a partir da leitura do material fornecido, que deve ser afixado em algum ponto da sala.
Estipular um tempo para esta atividade.
Após o tempo determinado, reunir os alunos em grupo para iniciar o jogo com as fichas voltadas para baixo.
As fichas devem formar pares de acordo com as informações contidas na cronologia, que não deve mais ser consultada.
O professor deve mediar a brincadeira, conferindo a coerência entre datas e fatos, podendo dar dicas que facilitem a formação de pares. Caso a turma seja muito grande que implique a necessidade de formar vários grupos, alguns alunos devem se ocupar a função de mediadores.
Para facilitar, o jogo pode ser feito em etapas, trabalhando-se 10 pares de fichas de cada vez.
Ganha o jogo o aluno que conseguir formar o maior número de pares corretamente.
Observações complementares:
- Em nossa escola a cronologia já estava exposta no mural com informações gerais sobre Euclides da Cunha.




